quarta-feira, 27 de julho de 2011

O GALHEIRO

Os números
As cabeças ligeiramente inclinadas
As estradas vazias
Os patetas no chão
O cinzeiro cheio
O horror! Meu deus, o horror!
Os quadros na parede, as colagens no tecto, as canecas na mesa, os remédios no chão
Os números na cabeça
As estradas ligeiramente inclinadas
O cinzeiro cheio de patetas e os quadros cheios de horror, meu deus, o horror!
Números de canecas
remédios na cabeça
As estradas no cinzeiro e patetas na tv
O horror ligeiramente inclinado e o amor na parede
As canecas na passadeira
Os números na televisão
O amor na televisão
As canecas de beatas
As beatas dos remédios e os números inclinados
As estradas patetas
Os quadros nos esquadros
As colagens nos cinzeiros, os patetas nas palavras, o amor na televisão e o horror, meu deus, o horror!
As beatas ligeiramente inclinadas
As palavras na Parede
O amor em Carcavelos
Os números no cinzeiro
A passadeira nas colagens, as colagens nas palavras, as canecas nos esquadros e os esquadros nos patetas
O horror, meu deus, o horror! e o sentido para o galheiro

2 comentários:

• pÓ • disse...

Chico Buarque do Estoril?

Luís Lobão disse...

Chico Buarque das cavernas.